No inicio era enxaqueca e um leve enjôo, e um cansaço sem motivo antes mesmo do atraso menstrual. Depois com os hormônios galopantes que invadiram meu corpo, ganhei duas idas ao pronto atendimento pra soro e medicação e uma bexiga solta - a cada jato de vomito que vinha por cima mandava um jato por baixo e assim estrelei um freeakshow escatológico no ambulatório do hospital: uma poça de mijo e vômitos compulsivos que assustou até os enfermeiros de plantão. Junto a isso tudo, muitos gases e dores de barriga porque o intestino, também influenciado pelos hormônios, fica “preguiçoso” e quase para de funcionar.
Agora os enjôos ficaram mais leves, com vômitos menos “sofridos”, se tornou uma coisa natural vomitar, simplesmente pego o saquinho da bolsa, sento onde estiver e vomito, depois dou o devido fim ao saco plástico e mastigo um chiclete de menta, o único que consigo sentir o cheiro. Mas com o alívio dos enjôos e vômitos fortes vieram dores de cabeça moderadas que me assolam juntamente com uma cólica chata que vai até a lombar: ficar em pé dói, sentar dói, deitar dói, agachar então, nem se fala!
O último exame de ultrassom tirou todas as dúvidas quanto a um bebê saudável se formando em mim, mas identificou uma placenta prévia, que quer dizer que devo fazer repouso ou corro o risco de aborto. Bacana, tanto esforço, tantos vômitos, calças molhadas e humilhação pública, tanta água potável e alimentos desperdiçada na privava pra agora eu ter uma placenta “defeituosa” que não me deixa voltar a ter minhas atividades sob o pretexto de não segurar meu filho.
Pelo visto terei todos os “sintomas” da gravidez, TODOS.
Fico pensando que se sou tão suscetível aos hormônios, ao menos existe a esperança de um parto rápido quando a ocitocina tomar meu corpo e começar a dilatar meu útero durante o trabalho de parto.
Que Darwin seja bondoso!
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